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Ozonioterapia na Odontologia

A ozonioterapia médica é utilizada desde o século XIX, os primeiros estudos foram desenvolvidos na Alemanha. Inicialmente o tratamento era utilizado para combater a ação de bactérias e germes na pele humana. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) médicos alemães e ingleses utilizaram o ozônio para o tratamento de feridas em soldados, conforme já publicado na revista THE LANCET, nos anos 1916 e 1917.

Particularmente o conhecimento da aplicação médica do ozônio difundiu-se pela Europa, e ganhou grande aderência nos países do leste europeu, particularmente na Rússia. Pelo estreito contato tecnológico com a Rússia, Cuba passou a desenvolver também sua experiência com o uso do ozônio, e hoje detém a maior experiência em sistema público de saúde com 35 Centros Clínicos de Ozonioterapia, além de unidades hospitalares e o maior centro de pesquisa básica e ensaios biológicos de ozônio. Hoje também o ozônio está sendo desenvolvido em outros países, como no Canadá, México, e alguns Estados Norte-Americanos e países da Ásia como China, Malásia e Coreia.

O ozônio medicinal pode ser indicado para o tratamento de:

  • Problemas circulatórios
  • Diversas doenças e condições do paciente idoso
  • Doenças causadas por vírus, tais como hepatites, Herpes simples e Herpes zoster
  • Feridas infectadas quaisquer, inflamadas, de difícil cicatrização, como úlceras nas pernas, de origem vascular, arterial ou venosas (varizes), úlceras por insuficiência arterial, úlcera diabética, risco de gangrena
  • Colites e outras inflamações intestinais crônicas
  • Queimaduras
  • Hérnia de disco, protrusão discal, dores lombares
  • Dores articulares decorrentes de doenças inflamatórias crônicas.
  • Imunoativação geral.
  • Como terapia complementar para vários tipos de câncer

Ozonioterapia na Odontologia

Na prática odontológica, o ozônio tem sido proposto como uma alternativa antisséptica, graças à potente ação antimicrobiana e alta biocompatibilidade. As novas estratégias terapêuticas para tratamento da infecção e inflamação devem levar em consideração não apenas o poder antimicrobiano das substâncias utilizadas, mas também a influência que esta exerce sobre a resposta imune do paciente.

A água ozonizada tem mostrado, por meio das pesquisas, incrível aplicabilidade com resultados realmente promissores. A periodontia advoga o uso da água ozonizada em bochechos, diminuindo a adesão de placa à superfície dental, assim como neutralizando totalmente culturas de Staphylococcus aureus. Ainda na periodontia, a água ozonizada mostrou-se mais biocompatível quando comparada a outros antissépticos, inclusive o próprio gás ozônio, quando aplicada em célula epitelial ora

 

l e fibroblasto de gengiva. Foi demonstrada a eficiente ação da água ozonizada na redução de Cândida abicam aderidas às próteses totais.

Já o óleo ozonizado também apresentou excelentes resultados no tratamento de alveolites. Quando comparado com o tratamento convencional apresentou um nível de cura superior, com diferença estatisticamente significante a importante ação do óleo no tratamento local de feridas herpéticas e osteomielites.

A aplicação do gás ozônio também é uma proposta pertinente e com resultados excelentes. A cariologia é a área que apresenta maior quantidade de estudos relacionados. O gás mostrou-se extremamente eficaz na sua aplicação, reduzindo 99,9% da microbiota em 20 segundos de aplicação em cáries incipientes e de raiz. Neste caso, a aplicação do gás é feita por meio de um gerador de ozônio especificamente desenvolvido para a Odontologia.

Em um estudo in vitro, foi comparada a ação do gás ozônio ao laser KPT em dentes extraídos e contaminados com Enterococcus faecalis e foi concluído que o ozônio foi mais eficaz na redução microbiana que o laser.

Diante de toda a literatura científica disponível pode-se concluir que a ozonioterapia apresenta-se atualmente como uma ferramenta imprescindível ao arsenal clínico do cirurgião dentista. Sua atividade antimicrobiana e biocompatibilidade tão marcante tornam o tratamento odontológico mais biológico, menos doloroso e absolutamente mais confiável.

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